24/08/2010
Cintila solitária vela
Na névoa do céu de anil.
O que tão longe busca ela?
O que deixou atrás de si?
O vento silva, a onda é brusca,
O mastro verga-se a ringir.
Ventura, ai, ela não busca,
Nem da ventura quer fugir.
A linfa abaixo é clara e lenta,
No alto, o sol é luz fugaz -
Mas a rebelde quer tormenta:
Ai, na tormenta busca a paz.
(Poema de Liêrmontov – no livro Um Caldeirão de Poemas de Tatiana Belinky)
Após conhecer novos horizontes na Viagem Literária de 2010 e decidindo novos rumos em minha jornada, essas palavras me cantam como um recomeço. Navegar, navegar, navegar!
Link original:
http://estradasdesilencioesonhos.wordpress.com/2010/08/24/a-vela/