11/04/2010
A tormenta chegou há um tempo e fez redemoinhos doidos ao meu redor. Furacões me lançaram numa dança cíclica sem saber onde pousar meu descanso. Maremotos me inundaram de incertezas numa gangorra voraz. Por meses, talvez por alguns poucos anos, não sei dizer ao certo. Isso me levou a caminhos escondidos, perdidos ou achados. Agora depois de um tempo começo a achar o caminho do regresso. Um vulcão em ebulição mostrando os passos de volta ao centro da terra, da minha terra, meu coração e minha alma, que enlaçados esperavam a chave certa de ouro lapidado. Espio pelo buraco da fechadura e o que fui se revela, o que fui gera, o que fui me alegra. Sou o que foi guardado muito tempo dentro de um espaço ilusório. Me encontro, me gosto, me descubro, me reencontro, me vejo, me escuto, me sinto. Eu sou o antes e o depois, sou o agora e feliz aprendo os meus erros e acertos. Aprendo a ser o que sou, aprendo a ser e a alegria se apresenta. A alegria me comove. Hoje, neste pequeno exato momento, um vulcão em erupção. O fogo me aquece num banho de mar vermelho e quente e belo. Sou eu, uma parte inteira de mim.
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http://estradasdesilencioesonhos.wordpress.com/2010/04/11/vulcanos/